segunda-feira, 11 de março de 2013

Cuidado!


Decisões são tomadas e opções são feitas o tempo todo, na vida.
Mas se você resolver tentar ser forte, tentar ser menos dependente, lutar pelo que acredita e encarar seus desafios, cuidado!
Principalmente se se tornar uma “ajudadora”, se acostumar a oferecer a mão, se criar o hábito socorrer ou amparar.
Tome tento. Você nunca mais poderá negar, se eximir ou falhar em sua “missão”. Nessa hora, a sua paga é um olhar ferido, um dedo acusador, um amuo vitimizado.
Você deverá, sempre, estar disponível para socorrer os “fracos e oprimidos”.
Você terá que abdicar de todo o direito que porventura se reserve de dizer não. De dizer, agora não. Em deixar que o outro assuma seu quinhão de responsabilidade ou disponibilidade.
Preste atenção,  que o limite do eu posso será quase sempre confundido com o você tem que.
Mas você também pode optar por se transformar em vilã e, por mais que sinta, encarar que não precisa tanto assim da aprovação alheia. Aliás, isso é uma coisa que você já deveria saber a muito tempo: ninguém precisa. 

domingo, 10 de março de 2013

O poder de uma foto




A única coisa que me separa dos meus sonhos e desejos  chama-se:  realidade.  Ela não entrou num  acordo com eles, o que é uma pena!  Mas, bola pra frente que ainda tem muito chão!
Hoje, calhou de a dondoca, aqui,  lembrar de uma mala lotada de fotos. Foto é coisa muito banal, atualmente. Mas as fotos, a que me refiro, são aquelas das antigas que tinham que ser: 1.º - rezadas! Nada garantia que as ditas seriam bem-sucedidas;
2.º - reveladas. Era caro, pô!
3.º - dependiam de um encontro, pelo menos, para serem compartilhadas.
Mas!!!!! Estamos em 2013. A realidade é virtual. A gente tropeça em fotos, diariamente, minutamente, segundamente!  O tal de  ”compartilhar”  é o maior lugar-comum já que compartilhamos TUDO e mais alguma coisa.
Mas eu encontrei  fotos de antigamente. E isso transformou meu dia em uma viagem.
Vou confessar:  foi muito bom. É muito bom. Quando a gente chega a uma certa idade, o passado é mais ou menos como um álibi. É permitido  o ridículo. É permitida a gargalhada. É permitida a lágrima e o suspiro também. É uma coisa sem remédio, não tem como passar a limpo e, talvez por isso, nos perdoamos ter envelhecido, ter errado, ter  sido e ter acontecido. É uma dádiva sobreviver e, ter convivido com aqueles que se foram. É privilégio.
Eu chorei de tanto rir. Eu ri sozinha. Eu me lembrei.
Lembrei  de pessoas, de lugares, de sentimentos, de oportunidades, de prazeres, de alegrias, de  besteiras e senti gratidão.
Obrigada, d. Vida! “ Tamos” juntas e agarradas enquanto pudermos nos aguentar. E se cada dia me trouxer tanta lembrança boa, que dure muito.
Seja lá como for, só nos resta viver. Que seja plena, a nossa vida, porque a carregaremos na memória pela eternidade.
Se for com foto, melhor!