Só se for com queijo
segunda-feira, 29 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
E eu?
Alguns dizem que eu sou feia, outros, que eu sou bonita e
outros dizem que não se importam.
Alguns acham que sou inteligente, mas outros me chamam de
burra e tem quem fale que estou na média.
Tratam-me de “você”, porque eu sou muito nova e me chamam de
“senhora” já que sou velha.
Tem gente me chamando de gorda e tem gente que acha que “nem
é tanto” e ainda quem me jogue um “gostosa” na frente da construção.
Sou rotulada de progressista por uns e de herege por outros.
Sou criticada por rir demais e por reclamar demais, quem
entende?
Se quero participar, uns acham que é muito bom enquanto
outros falam que é para “aparecer”.
Se eu choro sou uma “manteiga derretida” e se não choro sou
insensível.
Se luto por alguma causa, me dizem que é falta do que fazer.
Se não me engajo em alguma luta sou alienada.
Se exponho meu ponto de vista, sou intrometida. Se me
reservo o direito de não opinar, sou omissa.
Ao assumir minha autonomia, sou egoísta, mas quando tenho
dúvidas, sou fraca.
E eu?
Eu escolho a quem dar ouvidos: minha própria consciência.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
E quando eu veganizar?
Desde 05 de fevereiro de 2011 eu não como carnes. Quaisquer carnes.
A primeira motivação foi a piedade. Não quero que a minha vida seja sustentada pela morte.
Depois veio a pesquisa em sites, livros e revistas para melhor compreensão do vegetarianismo.
Depois veio a consciência de que algumas vidas são piores que a morte e a questão da indústria dos laticínios e de ovos fica batucando na minha cabeça!
Eu sei que meus dias de queijo e omeletes estão contados. E aí?
Como é que fica o nome do blog, heim? Heim?
(Estou com uma gripe pior que a mente do Feliciano e não vou conseguir escrever muito, mas vou deixar alguns links para sites e blogs de alimentação que eu acesso. A quem interessar possa.):
http://papacapimveg.com/
http://www.vegetarianismo.com.br
http://www.cantinhovegetariano.com.br/
http://vista-se.com.br/
O símbolo que ilustra esse post é o do veganismo.
Recomendo o vídeo: A melhor palestra que você irá ouvir na vida
segunda-feira, 11 de março de 2013
Cuidado!
Decisões são tomadas e opções são feitas o tempo todo, na
vida.
Mas se você resolver tentar ser forte, tentar ser menos
dependente, lutar pelo que acredita e encarar seus desafios, cuidado!
Principalmente se se tornar uma “ajudadora”, se acostumar a
oferecer a mão, se criar o hábito socorrer ou amparar.
Tome tento. Você nunca mais poderá negar, se eximir ou
falhar em sua “missão”. Nessa hora, a sua paga é um olhar ferido, um dedo
acusador, um amuo vitimizado.
Você deverá, sempre, estar disponível para socorrer os “fracos
e oprimidos”.
Você terá que abdicar de todo o direito que porventura se
reserve de dizer não. De dizer agora não. Em deixar que o outro assuma seu
quinhão de responsabilidade ou disponibilidade.
Preste atenção, que o
limite do eu posso será quase sempre confundido com o você
tem que.
Mas você também pode optar por se transformar em vilã e, por
mais que sinta, encarar que não precisa tanto assim da aprovação alheia. Aliás,
isso é uma coisa que você já deveria saber a muito tempo: ninguém precisa.
domingo, 10 de março de 2013
O poder de uma foto
A única coisa que me separa dos meus sonhos e desejos chama-se: realidade. Ela não entrou num acordo com eles, o que é uma pena! Mas, bola pra frente que ainda tem muito
chão!
Hoje, calhou de a dondoca, aqui, lembrar de uma mala lotada de fotos. Foto é
coisa muito banal atualmente. Mas as fotos a que me refiro, são aquelas das
antigas, que tinham que ser: 1.º - rezadas! Nada garantia que as ditas seriam
bem-sucedidas;
2.º - reveladas. Era caro, pô!
3.º - dependiam de um encontro, pelo menos, para serem
compartilhadas.
Mas!!!!! Estamos em 2013. A realidade é virtual. A gente
tropeça em fotos, diariamente, minutamente, segundamente! O tal de ”compartilhar”
é o maior lugar-comum já que compartilhamos TUDO e mais alguma coisa.
Mas eu encontrei fotos
de antigamente. E isso transformou meu dia em uma viagem.
Vou confessar: foi
muito bom. É muito bom. Quando a gente chega a uma certa idade, o passado é
mais ou menos como um álibi. É permitido
o ridículo. É permitida a gargalhada. É permitida a lágrima e o suspiro
também. É uma coisa sem remédio, não tem como passar a limpo e, talvez por
isso, nos perdoamos ter envelhecido, ter errado, ter sido e ter acontecido. É uma dádiva
sobreviver e, ter convivido com aqueles que se foram. É privilégio.
Eu chorei de tanto rir. Eu ri sozinha. Eu me lembrei.
Lembrei de pessoas,
de lugares, de sentimentos, de oportunidades, de prazeres, de alegrias, de besteiras e senti gratidão.
Obrigada, d. Vida! “ Tamos” juntas e agarradas enquanto
pudermos nos aguentar. E se cada dia me trouxer tanta lembrança boa, que dure
muito.
Seja lá como for, só nos resta viver. Que seja plena, a
nossa vida, porque a carregaremos na memória pela eternidade.
Se for com foto, melhor!
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Quem duvida ainda tem jeito.
A primeira camada tem a casca grossa, aparência robusta,
aspereza aparente e alguma agressiva ironia.
A segunda camada faz fronteira com árida indiferença. Um quê
de insanidade, pra impor respeito e forjar
um alo intelectual. Consegue passar por
algum ridículo e tentar sair ilesa.
A próxima deixa entrever os nervos, a impaciência e a autoexigência
(a casca grossa nasce aqui).
Na quarta, raleia o sangue. Rosada como a pele exposta ao
sol entre meio-dia e três da tarde. Em verões rigorosos.
A quinta é broto. Inspira cuidados especiais. Quer dizer,
esperava.
A sexta é quase um sopro. Perde o fôlego facilmente. Mas é
difícil chegar lá.
Na outra, é só um pranto soluçado. Um traço de esperança.
Isso tudo são conjecturas. Nada comprovado, só achismo.
Mas quem duvida ainda tem jeito.
Imagem: http://www.etsy.com/listing/67630042/onion-peeled-original-watercolor?ref=sr_gallery_27&ga_search_query=onion&ga_view_type=gallery&ga_ship_to=BR&ga_page=7&ga_search_type=all&ga_facet=onion
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
A esperança é verde?
Tinha eu, eu e mais eu...
(Assim no minúsculo porque significa muito pouco. E juntando
tudo não da uma.)
Uma feita de cores diversas jogadas aleatoriamente, como num
jogo de varetas – entrelaçadas ao acaso
Outra, construída criteriosamente, tijolo por tijolo, com
trena, nível, pá e cimento, mas por um pedreiro incompetente.
Mais uma que se delineava – projeto – em nuvens prenunciando
chuvas e trovoadas durante o período.
Cada qual ria e chorava e sofria e se comprazia, pois esse é
o teor da vida, inapelável.
No trançado de todas sobressaía um agridoce de culpa e de
esperança, ó inocente.
É que o verbo persistir tem um poder incrível.
De pescar a vareta, perfurar a massa e calçar a parede
torta, que quiçá, não caia.
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