quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Eu me lembro, eu me lembro...





Era pequena e acreditava no capeta.
Tentava converter o danado. Pedia para ele “largar mão” de ser malvado, pedir perdão a Deus e andar no bom caminho.
Acreditava, também, nos ‘Era uma vez...’ e nos ‘Felizes para sempre’. Chorava nos filmes da Sessão da Tarde e ficava horas na frente do espelho tentando descobrir onde estava escondida a minha beleza. Vai que eu achasse!
Eu tinha cer-te-za  que o bem triunfava no final. E que bastava acreditar ’com força’ que alcançaria o que desejasse. Se não tinha conseguido era porque ainda não tinha desejado forte o suficiente.
Havia uma velhinha muito...velhinha, que morava, sozinha,  perto de casa, numa casinha pobrinha. Juntei uma turminha de amigos e fomos limpar a casa dela. Eu tinha, mais ou menos, 6 anos de idade.
Lembro de uma vez que o meu cachorro atacou um gato. O bichano estava moribundo, sofrendo horrores e pedi pro Papai para levar o bichinho ao veterinário. O Papai falou: “- Tá louca? Vê se eu vou gastar dinheiro com isso!” Eu respondi: “- Pois eu vou vender minhas joias pra pagar a consulta!” (2 anéis chapeados!). Corri pra dentro de casa e, quando voltei com o tesouro, o gato estava morto. (Até hoje desconfio do Papai).
Eu brigava na rua com carroceiro que espancava o cavalo.
Eu chorava nos filmes da Sessão da Tarde.
Já contei? Ops!
Todo ano eu jurava que ia estudar muito e ser cuidadosa com meu material de escola. Durava pouco, mas eu era sincera.
Sentia muito remorso por sentir preguiça e rezava pra mudar. Com muito fervor.
Éramos crianças e, um dia, a Adriana, minha irmã, cortou o pé com um caco de vidro. Fui com ela no colo até em casa. Era longe. Eu brigava com ela, direto.  Foi um baita sacrifício!
Estava indo pra aula e vi um cachorro arranhando um portão, querendo entrar na casa. Eu abri o portão (que era de grade) para ele entrar. Ele entrou. E me mordeu!
E por aí vai... Se o Universo fosse justo eu já tinha acertado a Mega Sena acumulada.
Contem aí suas boas ações. Pode ser que a gente divida o prêmio.

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