sexta-feira, 25 de julho de 2014

Que haja paz





            Enquanto fazia um bolo, cada xícara de açúcar me amargava a lembrança das crianças palestinas aterrorizadas e massacradas pelo governo israelense. Cada pitada de fermento me diminuía a fé por causa das dores das mães na Palestina arrasada. 
            E o bolo ficou bom. Incompreensivelmente, pois meus sentimentos eram muito, muito tristes.
            Eu pedia, em pensamento, que aquilo tudo terminasse.
            Uma caneca de café quentinho poderia reconfortar meu peito angustiado, mas o que traria paz àquele canto do mundo onde o terror resolveu armar o seu acampamento?
            Eu, que já chorei tantas vezes, ao longo da minha vida, ao ler sobre um povo que era, então, o perseguido, comecei a entender o porquê das vendettas infinitas.
            Mas é insano continuar nesse caminho que só reforça a violência e justifica a dor.
            Então, resolvi dirigir meu filme e imaginei o povo israelense (mostrando ao seu governo genocida que não é cúmplice da tragédia), se dirigindo ao território atacado e protegendo o povo palestino (demonstrando ao seus líderes terroristas que não é cúmplice da violência), se abraçando e apresentando ao mundo atônito e aos aliados de parte a parte na ganância e na indiferença, que o bem não é matéria de governos: é vontade dos povos.

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