domingo, 14 de novembro de 2010

Me Lembrei do Eli



É engraçado como o desenrolar de um novelo pode resultar um bololô danado, cheio de nós, ou um cachecol quentinho, uma manta aconchegante.Hoje eu trago o aconchego de uma lembrança feliz.
Num post do Nassif, sobre os dobrados maravilhosos a que nos remetem as datas cívicas (putz, OSPB nas veias), eu me lembrei do Eli.
Grandes prazeres em Glaura: Nas festas, dançar com o Zé Silva e com O Eli. Quando isso acontecia, era tanta leveza e desenvoltura que eu até acreditava que sabia dançar!
E a conversa? Eu comentava com o Papai que, se eu tivesse dinheiro, eu pagaria para conversar com o Eli. Aliás, não para conversar, mas para ouvir. Aquela fala mansa, divertida, às vezes tão profunda, sempre culta, sempre elegante. Um homem do mundo, um homem fino, um homem bom.
Nesse desenrolar da memória, quando o 15 de novembro lembra banda, me lembrei do Eli.
Nós tínhamos admirações em comum: Circos simples e bandas. Ele me dizia que quanto mais simples, os circos, melhores os palhaços. E até hoje isso tem se confirmado.
E as bandas... bem, quem não se arrepia com elas, pode virar a página: até a próxima!
Quem, como eu, tem o coração em compasso binário, fique com o Dobrado Batista de Melo e, nas imagens, a leveza da prosa do Eli.






Foto: Cedida pelo Beto Magalhães (obrigada!)

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