sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ondas




Ondas. Ondas.
Incessantes, perturbações oscilantes.
Eu queria, como os surfistas, parada sobre a prancha, ser capaz de analisar o mar e estar preparada para aproveitar o exato momento de fazer da onda meu veículo para,  apropriando-me do desafio do equilíbrio, ser conduzida à praia, cansada, mas  satisfeita.
Concentração e entendimento dos movimentos das marés, tão necessários para evitar sofrimentos e surpresas negativas.
A bem-vinda estrutura que me permitiria não incomodar quem quer que seja.
Que me impede disso? Otimismo ilusório? Inocência inoportuna? Estupidez?
É dolorido confiar. Inescapável, no entanto.
Como estar sempre alerta? De que jeito ficar preparada?
Marola ou tsunami, de qualquer maneira somos afetados. E ninguém está a salvo do efeito da maresia.
Mas eu queria estar mais preparada.
Eu queria não precisar de amparo. Somente remar e, num impulso, enfrentar o sal e o sol.
E ter a pele curtida. Aguentar o tranco e os caldos.
Ser capaz de sob nuvens chumbo fazer face ao oceano, ao mar.
Ondas. Ondas.

Eu já sabia disso: uma após outra, revezamento entre a calma e a tempestade, mas tudo lembra que ao ato de navegar é que mais se assemelha a vida.

Um comentário:

  1. Olá Flávia!
    muito obrigada pela visita ao blog e pela retificação da receita da minha Pavlova - é que me tinha enganado mesmo, mas já emendei! ;)
    Que sejas sempre bem vinda por lá!eu, fico-me já por aqui!

    beijinhos
    Aida

    http://cottoncandy-peaches.blogspot.pt/

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