domingo, 20 de janeiro de 2013

Vórtice, ou: Como conviver com as mudanças





É engraçada, a vida.
Como é mutante, como surpreende e, às vezes, assusta.
Foi sempre assim, viver?
Será que no passado as mudanças tinham um ritmo mais lento? Será que havia mesmo mais constância? Ou a consciência é que demorava mais para fazer "cair a ficha"?
Eu sei que a tal metamorfose ambulante virou coisa contagiosa e a vida, o universo e tudo o mais resolveram assumir a filosofia do Maluco Beleza.
Desde o clima, passando pelas modas, pelas formas de comunicação, tendências políticas, saberes científicos...tudo vai girando cada vez mais rápido como um vórtice que a tudo captura e a todos afeta.
Quem aí já olhou pra alguém muito conhecido e percebeu não reconhecer a pessoa?
Já aconteceu notar que os sentimentos, as certezas, os hábitos, etc, se perderam ou perderam o sentido?
É surreal essa percepção. Uma espécie de acordar súbito de um sono, aqueles sustos do tipo soluço de sonho.
E o jeito é tentar se adaptar rapidinho à nova realidade: da mesma forma como quando estreamos óculos novos (multifocais, para ser mais precisa).
Ou então arrenegar a mudança, enfiar a cabeça debaixo do cobertor e fingir que está dormindo.
Só que isso não funciona... ou funciona só por um tempo, pois ninguém pode ficar dormindo pra sempre ( e nem fingir que).
E como é pegar o foco à unha?
É sacudir a cabeça, olhar meio de banda até colocar em perspectiva e analisar a situeichom.
A mudança foi pra melhor? Foi uma evolução?
Sim.
Você quer evoluir junto?
Sim.
É possível?
E por aí vai...
Ou:
A mudança foi para pior? Foi retrocesso?
Sim.
Você aceita involuir?
Sim.
Vai fundo. Tem gosto pra tudo.
Ou:
A mudança foi pra esquerda? A sua curva é pra lá também?
Sim.
Vamos mudar juntos!
Ou:
Não.
Obrigada, Camarada, foi um prazer.


P.S.: Mas antes e acima de tudo: RESPEITO, pô!



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