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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Futebol, Claro!



Paixão é paixão. Por isso não há explicação ou justificativa. Parece que para algumas pessoas apaixonar-se necessita exclusividade. Não para o Papai. Tinha várias paixões. Era mesmo exagerado!
Pescaria, festa e viagem, já falei.
Queijo, subentende-se do título do blog.
Pimenta, sempre, todas e até com queijo!
Cerveja, precisa falar?
Esportes, em geral, assistia tudo: olimpíada, campeonato de pôquer, purrinha, sinuca e cuspe a distância.
E futebol. Tinha uma memória! Lembrava quem cobrou o 5º lateral do 2º jogo do campeonato municipal de 1956 de ... Nova lima. Dá para perceber?
É claro que com aquela pança já deixara de jogar a muito tempo (mas mesmo com a pança foi jogar em Glaura e deu um bicudo no chão que arrancou a sua linda unha do dedão - mas isso eu conto em outra oportunidade... chegaremos lá).
Na juventude, saía com a chuteira debaixo do braço e a vizinhança perguntava:
"Onde vai ser a briga hoje, Fábio"?
Foi numa dessa que aconteceu o caso que segue.


Juiz Imparcial

Num desses jogos de várzea, naquela época em que Belo Horizonte ainda não tinha sido toda confeitada de concreto, o mando de campo era do adversário ... assim como o juiz.
A peleja estava duríssima e numa jogada de mestre o 'center half' foi à linha de fundo, fez um cruzamento preciso e o artilheiro marcou um golaço.
O Juiz, então, apita e anula o gol:
_ tsc, tsc, tsc, tsc. Não valeu. Quem tem que cruzar é o ponta!
Vai entender...

Foto: Acervo pessoal.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Para Meu Pai


Olá a todos!

Sem pretensões, sem alarde e, eu espero, com muito humor, virei contar alguns dos casos do Papai.
Para quem não conheceu, o Fábio, o Garnizé, o Tunes, o Fabão, o Pandilim, o Papai Noel, ... quem conheceu, esteja à vontade para contribuir com mais algum apelido que eu possa ter esquecido. Alguns podem parecer estranhos, mas todos, à sua época, "vestiram" bem esse homem que nem gostava muito de se vestir... muito menos calçar: bermuda e um chinelo era o que lhe convinha perfeitamente.
Mas não se enganem, não era nenhum vagabundo como possa parecer. Ao contrário, foi um trabalhador, um batalhador, um brigador (em vários sentidos!).
É que ele era muito calorento e detestava qualquer formalidade. Ele era um avacalhado. A mamãe brigava constantemente com ele por ser tão desleixado (relaxado, ela dizia). Ele adorava água: rio, mar, lagoa, piscina... mas detestava o tal chuveiro. Com sabonete, então! "Já tomei banho sábado passado. Quer que eu viro peixe?"
Ah, Papai! É muito difícil apresentar. É tanta coisa! O grande carisma, o apetite enorme, o humor imenso, a barriga exagerada e o estopim curtinho...E muitas, muitas histórias.
Uma das melhores:



O Caso do Boné

Domingo, depois do almoço, ele no bar do 'Seu' Carlos, no Barreiro. (No bar, DEPOIS do almoço? Pois é.) Tinha tomado umas e outras e resolveu ir ao Mineirão. Pediu emprestado o boné do seu amigo que não quis emprestar.
_ Ô, Fábio, nem é meu!
_ Empresta aí, sô. Eu prometo que devolvo.
_ Tá bom, mas toma cuidado, viu?

E lá foi ele todo pimpão pro 'campo', como falava.
Tomou mais umas e mais outras.
O Cruzeiro perdeu!
Saiu P*** da vida, xingando tudo quanto é palavrão, quando passa um mané, tira o boné do Papai e sai correndo... com o Papai atrás, é claro, que deu uma 'manjada' no safado. Naquela confusão de fim de jogo, depois de alguns minutos ele alcançou o malandro: Tomou de volta o boné, deu uns sopapos no atrevido e foi embora todo orgulhoso!
Na volta, devolve o boné para o amigo:
_ Aqui, seu boné... quase me roubaram ele, mas, como eu prometi... tô devolvendo.
_ Que é isso, Fábio, esse não é o meu boné, não!
_ Bem que o camarada olhou pra mim como uma cara esquisita!

Foto: Acervo pessoal (da Anete!).