quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Para Meu Pai


Olá a todos!

Sem pretensões, sem alarde e, eu espero, com muito humor, virei contar alguns dos casos do Papai.
Para quem não conheceu, o Fábio, o Garnizé, o Tunes, o Fabão, o Pandilim, o Papai Noel, ... quem conheceu, esteja à vontade para contribuir com mais algum apelido que eu possa ter esquecido. Alguns podem parecer estranhos, mas todos, à sua época, "vestiram" bem esse homem que nem gostava muito de se vestir... muito menos calçar: bermuda e um chinelo era o que lhe convinha perfeitamente.
Mas não se enganem, não era nenhum vagabundo como possa parecer. Ao contrário, foi um trabalhador, um batalhador, um brigador (em vários sentidos!).
É que ele era muito calorento e detestava qualquer formalidade. Ele era um avacalhado. A mamãe brigava constantemente com ele por ser tão desleixado (relaxado, ela dizia). Ele adorava água: rio, mar, lagoa, piscina... mas detestava o tal chuveiro. Com sabonete, então! "Já tomei banho sábado passado. Quer que eu viro peixe?"
Ah, Papai! É muito difícil apresentar. É tanta coisa! O grande carisma, o apetite enorme, o humor imenso, a barriga exagerada e o estopim curtinho...E muitas, muitas histórias.
Uma das melhores:



O Caso do Boné

Domingo, depois do almoço, ele no bar do 'Seu' Carlos, no Barreiro. (No bar, DEPOIS do almoço? Pois é.) Tinha tomado umas e outras e resolveu ir ao Mineirão. Pediu emprestado o boné do seu amigo que não quis emprestar.
_ Ô, Fábio, nem é meu!
_ Empresta aí, sô. Eu prometo que devolvo.
_ Tá bom, mas toma cuidado, viu?

E lá foi ele todo pimpão pro 'campo', como falava.
Tomou mais umas e mais outras.
O Cruzeiro perdeu!
Saiu P*** da vida, xingando tudo quanto é palavrão, quando passa um mané, tira o boné do Papai e sai correndo... com o Papai atrás, é claro, que deu uma 'manjada' no safado. Naquela confusão de fim de jogo, depois de alguns minutos ele alcançou o malandro: Tomou de volta o boné, deu uns sopapos no atrevido e foi embora todo orgulhoso!
Na volta, devolve o boné para o amigo:
_ Aqui, seu boné... quase me roubaram ele, mas, como eu prometi... tô devolvendo.
_ Que é isso, Fábio, esse não é o meu boné, não!
_ Bem que o camarada olhou pra mim como uma cara esquisita!

Foto: Acervo pessoal (da Anete!).

3 comentários:

  1. Favrinha!! Achei bacana demais!! Vindo de vc essa idéia genial, dou os parabéns!!! Me deu uma baita saudade... e boas lembranças!! Bjos!

    ResponderExcluir
  2. Robertinho conta:

    Não posso deixar de registrar a força descomunal que o tio Fábio tinha, principalmente nas mãos. Eu tinha mais ou menos uns 18 anos (e olha que sempre fui grande e forte),quando resolvi topar um aperto de mãos do meu tio querido, com minha "mãozinha" direita. O tio apertava minha mão e eu firmemente, com um sorriso na cara, como se os meus dedos estivessem normais(neste momento minha mão parecia que ia estourar), o glorioso tio Fábio me pergunta com sua tranquilidade paquidermica:

    - Posso apertar?

    Quase não acreditei quando senti os meus dedos se unindo, parecendo uma panqueca de carne e ossos, eu deitado no chão pedindo pra que ele parasse e sua voz macia dizendo:

    - Vai ter que comer muito mais angu pra encarar seu titio!!!

    ResponderExcluir