domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nem Precisa de Queijo

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Algumas pessoas são naturalmente graciosas. Não precisam de produção nem precisam forçar a barra. É dom.
O Papai tinha um jeito especial de conversar que prendia a atenção da gente. Quando ele contava uma piada, mesmo que pela vigésima vez, a gente ria. Inclusive, tínhamos as nossas favoritas e eram comuns os pedidos:
_ Agora, conta aquela ...
E ele contava. E todo mundo ria pra caramba!
Às vezes ele contava situações delicadas pela quais passou, inclusive alguns dramas... e nós ríamos demais.
Um dia, ele estava tomando umas cervejas num boteco perto de casa, ele a-d-o-r-a-v-a um botequim. Resolveu levar 4 (precisava ser 4!) garrafas de refrigerante pra casa. Como todo mundo sabe, ele só tinha duas (enormes, mas duas) mãos. Quando chegou na esquina, uma das garrafas caiu no chão e quebrou. Acontece. No portão, outra garrafa escorregou e teve o mesmo fim que a primeira. Na porta de casa, a terceira resolveu, solidariamente, fazer companhia às outras duas. Pois ele abriu a porta, pegou a derradeira garrafa e espatifou com toda a sua força na parede. Chega? Não!!! Ele "cresceu" os ombros (alguém se lembra do Hulk?) e literalmente, rasgou a camisa que estava usando em tiras e ainda por cima começou a sapatear em cima delas. Uma cena de provocar pesadelo em criancinhas... Mas eu só conseguia rir! Fazer o que?
O estopim era curto, mas a graça era tanta!
Ele fez amigos dos diversos adversários de brigas.
Sabem quem teve que ficar um dia inteiro em casa sendo cuidado pelas irmãs, com bifes no olho para diminuir o roxo? O tio Maurício. Por que? Durante uma partida de futebol, ele xingou o Papai de filho da p*:
_ Não admito que xinguem a minha mãe!

Vídeo: (http://www.youtube.com/watch?v=ErMWX--UJZ4)

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