domingo, 8 de agosto de 2010

Caleidoscópio em Família



Em primeiro lugar, mesmo sabendo que a data de hoje é eminentemente (*) comercial e, de qualquer forma, já é noite: FELIZ DIA DOS PAIS!.
Ainda bem que existe esse dia que obriga os mais distraídos a pensar um pouco no privilégio que é ser pai e ter pai!
Eu desfrutei o meu pai por muitos e muitos anos e, todos os dias, lamento que ainda tenho sido muito pouco.
Ontem, houve festa no apê da tia Vera. Não foi beeem no apê, foi na área de festa do apê, mas não precisamos de muito preciosismo. Foi ótimo, mesmo eu estando com gôgo (o google explica).
Eu falava com a prima Valéria, que o próximo post seria - e é - sobre o Cláudio. Sobre o Cláudio e sua relação de amizade com o Papai. É claro que tinha que ter um lance de pescaria: Morada Nova, Traçadal - um point muito frequentado. Apresentado pelo Cláudio e pela Terezinha. Até eu já fui lá. Mas, muito além das pescarias, havia um ritual: Toda vez que o Cláudio retirava um carro nova na Fiat, passava lá em casa para mostrar para o Papai e levar o "velho" para uma volta. Sei lá do que falavam. Sei lá dos silêncios, para ouvir o motor (ou não ouvir o motor). Sei lá das piadas e gargalhadas dos dois. Mas sei, sim, do orgulho que o Papai sentia. Do carinho que esse gesto representava. Da admiração mútua: um tio e seu sobrinho - laço que em muitas famílias já não representa quase nada, mas na nossa família, deixou marca profunda.
Na festa, ontem, vendo que a "foto dos irmãos" está tão cheia de ausências, dói um tantão, puxa!
Mas tem uma turma linda chegando! Gente, não se afastem! Preservem esse vínculo!

O que tem esse caleidoscópio a ver?
Em algum post eu comparei lembranças com quebra-cabeças. Mas também podem remeter aos caleidoscópios que o Papai adorava fazer . Colocava pedaços de acrílico, coloridos, brilhantes. Quando se mexe no aparelhinho, se desfaz um arranjo. A cada novo movimento feito, uma imagem diferente aparece. Qual a mais linda? No fundo, isso nem interessa. O importante é que as peças estão ali, juntas, compondo beleza e deslumbre! Como a amizade. Como a alegria. Como o respeito. Como o Cláudio. Como o Papai!

(*)Eu amo essa nossa flor do Lácio: que delícia de palavra: eminentemente. É claro que se eu falasse assim lá na festa, ontem, provavelmente levaria uma vaia daquelas! Então, consegui enfiá-la num blog assim, simplesinho. Não é que deu um ar chique?


Foto: Tirei daqui: (http://www.prendasdeanos.com/prendas-feitas-em-casa-caleidoscopio/)

Um comentário:

  1. Fiquei muito triste de ter perdido a festa de sabado... sofri por não ter podido ir, por não ter representado meu amado e saudoso Pai. Senti muito por não ter sido dessa vez que "re-conheci" minha família, que apesar de distante trago no coração... Sofri ao descobrir que tem muita coisa que não sei sobre meu Pai, e que têm muitas histórias e "causos" sobre ele a me serem contados... Mas me conforta saber que teremos outras oportunidades de estarmos todos juntos e de tentarmos "matar a saudade"...

    Obrigada pelo carinho com meu Pai, faz com que eu me sinta querida também...

    Beijos

    Juliana Oliveira de Alcântara Tunes

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